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Como é que a comparabilidade de qualificações entre os países participantes é atingida?

A estrutura do ensino superior em três ciclos, com uma duração semelhante em todos os países participantes, constitui um primeiro elemento de comparabilidade.

Um segundo elemento de comparabilidade decorre da definição comum por todos os países de quais são as qualificações que devem ser atingidas em cada um destes ciclos. Esta definição tem-se baseado nos Descritores de Dublin que sintetizam as competências genéricas que devem ser obtidas em cada grau (licenciatura, mestrado, doutoramento). Este quadro comum de competências genéricas facilita a comparação dos ciclos de formação à escala europeia.

Além disso, a comparabilidade é assegurada pela adopção de um sistema de créditos comum a todos os programas de ensino, independentemente do país ou do ciclo de ensino. Trata-se do European Credit Accumulation and Transfer System (ECTS), um sistema em que o tempo de trabalho médio que o aluno dedica à aprendizagem de cada disciplina constitui a base para a atribuição de créditos. Como no espaço europeu todas as disciplinas são baseadas no mesmo critério de atribuição de créditos, a comparabilidade encontra-se facilitada.

Finalmente, a comparabilidade é facilitada pela adopção em todo o espaço europeu de instrumentos comuns: uma escala de comparabilidade das classificações, um boletim de registo académico e um suplemento ao diploma. Tais instrumentos permitem às universidades e/ou empregadores de países diferentes avaliarem o perfil académico de cada diplomado.

 
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