10 NOV > 11 NOV
Portugal e as Organizações Internacionais - FCSH
Local: Auditório 1 (Torre B, Piso 1)
Organização: Instituto de História Contemporânea
Comissão Científica: Professores José Medeiros Ferreira, Maria Manuela Tavares Ribeiro, Maria Fernanda Rollo e Pedro Aires de Oliveira
Comissão Organizadora:
Professora Maria Fernanda Rollo (IHC-FCSH-Universidade Nova de Lisboa)
Alice Cunha (IHC-FCSH-Universidade Nova de Lisboa)
Aurora Almada (IHC-FCSH-Universidade Nova de Lisboa)
Yvette Santos (IHC-FCSH-Universidade Nova de Lisboa)
Entrada Livre
As organizações internacionais são uma realidade relativamente recente no sistema internacional. Ao serem criadas, o quadro do relacionamento bilateral entre os Estados expandiu-se com a emergência do multilateralismo nas relações internacionais. Por si só, essa emergência trouxe uma nova forma de relacionamento entre os Estados, gerando mecanismos de gestão de conflitos e de cooperação internacional. Com carácter regional ou mundial, as organizações internacionais introduziram uma dimensão mais integracionista nas relações internacionais, fruto da consciência de que se vivia num mundo cada vez mais pequeno, onde os problemas tocavam a todos, pelo que as soluções deveriam ser estudadas em conjunto.
Portugal não ficou imune a essa mutação do sistema internacional. No Portugal contemporâneo fizeram-se sentir os dilemas sobre a integração ou não nas organizações internacionais. Membro fundador de organizações como a Sociedade das Nações e a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a integração portuguesa no sistema internacional tinha subjacente uma concepção própria sobre o papel a desempenhar pelo país no mundo. Na actualidade, Portugal é membro de 82 organizações internacionais, de âmbito tão variado como a Organização das Nações Unidas e a União Europeia, mas também de algumas menos conhecidas como o Bureau Internacional de Pesos e Medidas, a Organização Internacional das Madeiras Tropicais e a União Postal das Américas, Espanha e Portugal.
Da reflexão desenvolvida até ao momento quanto à participação portuguesa nas organizações internacionais muitas questões estão ainda em aberto. Essa reflexão demonstra que podem ser questionados com mais profundidade os factores, sejam políticos, económicos e sociais, que determinaram a participação numas organizações em detrimento de outras. As pesquisas não podem negligenciar o outro lado, ou seja, a forma como as organizações perspectivaram a possível participação portuguesa no seu seio. Indica que é necessário estudar as mudanças internas, se as houve, e as resistências geradas pela integração de Portugal nas organizações internacionais. Aponta que a bibliografia sobre a temática terá de desvendar a forma como as rupturas verificadas em Portugal implicaram um esforço de readaptação às organizações. Atesta que é quase obrigatório explorar quais os desafios que, na actualidade, no mundo do pós-11 de Setembro de 2001, a participação nas organizações internacionais coloca a Portugal.
Tendo em mente essas questões, pretende-se abordar as múltiplas dimensões da integração de Portugal, enquanto país europeu periférico, nas organizações internacionais através da realização de uma conferência interdisciplinar (ciências sociais, políticas e económicas).
Mais informações: conference2011ihc@fcsh.unl.pt




