Faculdade de Ciências e Tecnologia

Engenharia Económica

Código

4094

Unidade Orgânica

Faculdade de Ciências e Tecnologia

Departamento

Departamento de Engenharia Mecânica e Industrial

Créditos

6.0

Professor responsável

António Carlos Bárbara Grilo, Virgílio António da Cruz Machado

Horas semanais

5

Língua de ensino

Português

Objectivos

Identificação e habilitação dos alunos com a terminologia, conceitos e métodos próprios para o abordar e resolver problemas que se coloquem na área da Engenharia Económica.

Resolução de problemas que se colocam na área da Engenharia Económica num contexto de certeza, risco e incerteza.

Apoiar a tomada de decisão no processo de secolha da melhor alternativa de investimento

Pré-requisitos

Um conhecimento elementar da terminologia e dos conceitos económicos e contabilísticos (especialmente na perspectiva dos custos) é recomendável.

Conteúdo

ENGENHARIA ECONÓMICA - Programa

Iª Parte: Introdução

1.1- Juro

1.2- Capitalização e actualização

1.3- Equações de capitalização

1.4- Taxas de juro

1.5- Equivalência de capitais

1.6- Equivalência entre taxas relativas a períodos diferentes

1.7- Taxa anual efectiva (TAE) e taxa anual efectiva global (TAEG)

1.8- Rendas e reembolso de empréstimos.

1.9- Locação financeira

1.10- Aluguer de longa duração

1.11- Liquidação de empréstimos em prestações

IIª  Parte: A Engenharia Económica e o Processo de Tomada de Decisão.

1.1- A importância da Engenharia Económica.

1.2- Papel da Egenharia Económica na tomada de decisão.

1.3- Abordagem aos estudos de Engenharia Económica

1.4- Cash flow. Income e outcome. Estimação e representação gráfica.

1.5- Regra do 72

1.6- Factores de capitalização/actualização/ equivalência anual. Notação e fórmulas.

1.7- Definição e dedução das fórmulas dos gradientes aritmético e geométrico.

1.8- Determinação de valores capitalizados, actualizados e equivalentes.

1.9- Determinação da taxa de juro (i) e do nº de períodos(n) desconhecidos.

1.10 Utilização combinada de múltiplos factores. Gradiente decrescente.

 IIIª Parte: Avaliação de Investimentos - Selecção de Alternativas.

1.1- Considerações preliminares. Conceito de taxa mínima de atractividade.

1.2- Selecção de alternativas de investimento com base no valor presente  (VLA) ou na capitalização dos custos.

1.3- Selecção de alternativas de investimento com base no benefício-custo e no equivalente anual uniforme.

1.4- Selecção de alternativas de investimento com base na taxa interna de rendibilidade (TIR).  

 1.5- Pay-back, um método incorrecto de uso generalizado.Considerações sobre outros métodos.

1.5- Determinação do rácio B/C. Comparação de alternativas.

IVª Parte: Avaliação de Alternativas de Investimento em Contextos Particulares

1.1- A inflação nos estudos da Engenharia Económica

1.2- Depreciação. Métodos de depreciação.

1.3- Influência dos impostos e da depreciação na comparação entre alternativas de investimento.

1.4- Análises comparativas com base no ponto de equilíbrio e no período de recuperação

1.5- Análise de alternativas de investimento num contexto de restrição financeira.

1.6- Selecção de alternativas com base na análise da sensibilidade dos valores esperados.

1.7- Risco e incerteza na avaliação de alternativas de investimento.

 FCT/UNL, 2005-12-19

 

Bibliografia

ENGENHARIA ECONÓMICA- BIBLIOGRAFIA

Azevedo, Rodrigues e Nicolau, Isabel, "Elementos de Cálculo Financeiro", Rei dos Livros, Lisboa, 1983.

*Blank, Leland T. e Tarquin, Anthony J., "Engineering Economy", Macgraw-Hill editions-Industrial Engineering Series, Singapore, 1998.

Fernandes, Luis Santos, "Noções Fundamentais de Cálculo Financeiro", Imprensa Nacional- Casa da Moeda, E.P., Lisboa, 1985.

Grant, Eugene T. Leavenword, Richard e Ireson, W. Grant, "Principles of Engineering Economy", editions John and Sons, Tradução e Adaptação de Machado, Virgilio A.P., FCT/UNL,1986.

*Mateus, José Maria Alves, "Cálculo Financeiro", 5ª edição, Edições Sílabo Lda., Lisboa 1999

Nabais, Carlos Alberto Fonseca, "Cálculo Financeiro", 1ª edição, Editorial Presença, Lisboa, 1989.

Oliveira, José Alberto Nascimento, "Engenharia Económica: uma abordagem às decisões de investimento", Editora Mcgraw-Hill do Brasil Lda., S. Paulo, 1982

White, J., Agee, M:H: e Case, K:E:, "Principles of Engineering Economics Analysis", Editions J. Wiley & Sons, New York, 1989

 

Método de ensino

Aulas teóricas com exposição de matéria e realização de exercícios relaccionados com os temas abordados.

Aulas práticas com introdução breve da matéria , seguida de resolução de casos práticos de Engenharia Económica, enquadrados nos temas abordados nas aulas teóricas. Os exercícios serão realizados pelos alunos com apoio do docente. Alguns dos casos práticos são de entrega obrigatória e outros serão iniciados nas aulas e continuados fora das aulas, como trabalho para casa. 

Será realizado um trabalho prático de maior folgo ( 8H a 12H ) de entrega, apresentação e eventual discussão obrigatórias.

 

Método de avaliação

A aprovação na disciplina poderá ser obtida em avaliação contínua (distribuida) ou em exame a realizar na época normal ou em época de recurso.

Qualquer que seja o estatuto do aluno e a modalidade de avaliação (contínua ou exame) a obtenção prévia de frequência na disciplina será condição " sine qua non " para aprovação.

O aluno para obter frequência na disciplina terá de assegurar a participação (condição de frequência e avaliação) em pelo menos 60 % das aulas práticas e teóricas(*) e a resolução e entrega de todos os trabalhos propostos para o efeito, nas datas acordadas.Terá ainda de resolver, entregar e discutir o caso prático proposto:"Análise de um Projecto de Investimento" - Caso Prático nº 1/2/ou 3, assegurando nota positiva. A componente prática será assim constituida pela frequência das aulas práticas e resolução de exercícios práticos propostos e a elaboração, entrega e discussão do caso prático " Análise de um Projecto de Investimento"  representando 20% da nota de avaliação final. Este trabalho, mais exigente, será desenvolvido em grupo de 2/3 alunos, ao longo do semestre lectivo e entregue na penúltima semana para discussão na seguinte.

O aluno com frequência na disciplina poderá submeter-se a exame obtendo aprovação se a classificação (que representará 80% da nota de avaliação final) em exame for igual ou superior a 9,5 valores.

Em regime de avaliação distribuida (contínua) a aprovação será obtida pela soma ponderada das componentes "teórica" e prática, sendo aquela constituída pela realização de duas Provas Escritas de Avaliação de Conhecimentos (PEACs). Nenhumas delas poderá ter valor inferior a 7 valores, nem a sua média ser inferior a 9,5 valores.

O aluno em avaliação contínua obterá aprovação se a classificação final (nota da componente prática : 20% + média ponderada das PEACs : 80 %) for igual ou superior a 9,5 valores.

(*)Para ser considerada adequada a participação na aula o aluno não deve chegar atrasado mais de 20 minutos ou sair mais de 20 minutos mais cedo.

 

 

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