2011/2012

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Universidade NOVA

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Questões de Antropologia Filosófica

Filosofia - Área de Especialização em Estética 

Código: 722031032
Unidade Orgânica: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Créditos: 10.0
Professor responsável: Maria Filomena Molder, Mário Jorge Carvalho
Horas semanais: 4
Língua de ensino: Português

Objectivos

Programa do Prof. Mário Jorge de Carvalho
a)Formação avançada na área disciplinar da Antropologia Filosófica, com
elevado nível de conhecimento dos seus problemas fundamentais, da sua
história, dos seus debates doutrinais e metodológicos, bem como da sua
articulação com outras áreas disciplinares;
b)Conhecimento aprofundado de textos fundamentais no âmbito disciplinar da Antropologia Filosófica, com domínio da tradição interpretativa e do estado actual da investigação a seu respeito;
c)Elevada capacidade de reflexão e análise crítica de problemas no âmbito da Antropologia Filosófica;
d)Realização de investigação supervisionada no âmbito disciplinar da Antropologia Filosófica, que responda a elevados padrões de rigor e exigência;
e)Aquisição de competências para a o desenvolvimento de investigação autónoma no âmbito disciplinar da Antropologia Filosófica.

Programa Profª Maria Filomena Molder
1. Reconhecer a tendencial adesão entre ordo de facto e ordo de jure no pensamento de Wittgenstein.
2. Circunscrever os conceitos-chave do método morfológico goethiano.
3. Avaliar as afinidades entre o método morfológico goethiano e o ponto de vista etnológico de Wittgenstein.

Pré-requisitos

Não aplicável.

Conteúdo

Programa do Prof. Mário Jorge de Carvalho
Leituras da Fenomenologia do Espírito de Hegel.
O seminário tem por fim explorar o labirinto de perspectivas, problemas e possibilidades de leitura que encontramos na Fenomenologia do Espírito de Hegel. O trabalho a realizar concentra-se no Prefácio, Introdução e capítulos I-IV e tem fundamentalmente dois objectivos. Por um lado, trata-se de analisar a especificidade daquilo que está em causa na Fenomenologia, o seu projecto, as modificações de perspectiva que supõe ou se destina a produzir, etc. Por outro lado, está também em causa seguir o próprio itinerário da Fenomenologia, as contraposições e desenvolvimentos fundamentais que o articulam, a natureza e estatuto das suas diversas etapas, o complexo jogo de confinamento e desconfinamento que desenha, a forma como a teses de Hegel se relacionam com outras perspectivas, etc. Estas análises não pretendem esquadrinhar todos os meandros da Fenomenologia, mas apenas fixar as principais encruzilhadas com que se é confrontado na sua leitura. E tudo isto de tal modo que se procurará também esclarecer tanto o sentido, a possibilidade e a relevância de uma “ciência da experiência da consciência” (e da tentativa hegeliana de constituição de tal ciência) quanto a questão de saber até que ponto semelhante empreendimento é ou não algo de incontornável no âmbito da Antropologia Filosófica.

Programa Profª Maria Filomena Molder
A partir dos anos 30 encontramos em Wittgenstein uma das mais belas metamorfoses experimentadas por um pensador: a reconciliação entre o quê (Was) e o como (Wie) da existência sob a forma da restituição de uma dignidade exemplar ao “assim” (so) e ao “deste modo e do outro” (so und so): “Aqui só podemos descrever e dizer: a vida humana é assim”. Reconhecimento que se eleva a ponto de vista etnológico na injunção: “Deixem-nos ser humanos!”. Este ponto de vista é, na verdade, a mais rigorosa forma de correcção da tendência solipsista da filosofia wittgensteiniana. Para esclarecimento cabal do que está em causa no ponto de vista etnológico, será preciso superar a atitude idolátrica para com as teorias e a tentação da “exactidão ideal”. Superação traduzida como: “Nada é mais difícil do que fazer justiça aos factos”. No cruzamento entre aquela metamorfose e esta superação engendra-se uma aceitação jubilosa da vida e da sua variedade, da sua imperfeição. É o que se irá tentar mostrar. O pensamento morfológico de Goethe permitirá os bons acessos.

Bibliografia

Prof. Mario Jorge de Carvalho
HEGEL, G. W. F., Gesammelte Werke, in Verbindung mit der Deutschen Forschungsgemeinschaft hrsg. von der Rheinisch-Westfälischen Akademie der Wissenschaften, Hamburg, Meiner, 1968; HEGEL, G. W. F., Werke in zwanzig Bänden, Frankfurt a. M., Suhrkamp, 1969, suc. reed. ; HEGEL, G. W. F., Phenomenology of Spirit, trad. A. V. Miller, Oxford, Oxford University Press, 1977. HEGEL, G. W. F., Phénoménologie de l´esprit, trad. J. Hyppolite, Paris, Aubier, 1939-1941 ; trad. G. Jarczyk/ P. –J. Labarrière, Paris, Gallimard, 199 ; trad. B. Bourgeois, Paris, Vrin, 2006. HEGEL, G. W. F., Fenomenología del Espíritu, trad. M. Jiménez redondo, Valencia, Pre-Textos, 2006.

Profª Maria Filomena Molder
- Goethe, Werke, 14 vol.s, ed. Erich Trunz, Christian Wegner Verlag, Hamburg, 1948-1966. Deutscher Taschenbuch Verlag, C.H. Beck, München, 1982 .- Wittgenstein, Philosophical Occasions. 1912-1951 [ed. bilingue], obra ed. por James C. Klagge e Alfred Nordmann, Hackett, Indianapolis & Cambridge, 1993. - Idem, Vermischte Bemerkungen/Culture and Value [ed. bilingue], ed. por Georg Henrik von Wright em colab. com Heikki Nyman, ed. rev. do texto Alois Pichler, trad. de Peter Winch. Blackwell, Oxford, Cambridge/ Massachusetts, 1998.;- Maria Filomena Molder, O pensamento morfológico de Goethe, INCM, Lisboa, 1995.- Joachim Schulte, Coro e legge. Wittgenstein e il suo contesto, trad. Lúcia Anna Petroni, Pensa Multimédia, Lecce, 2007.

Método de ensino

Regime de Seminário. Leitura, interpretação e comentário de textos. Análise e discussão de teses e de problemas. Apresentação e discussão de leituras de obras e de trabalhos.

Método de avaliação

Elaboração de um trabalho escrito, entre 10 a 15 páginas, a partir dos problemas em elucidação durante as sessões do Seminário. Discussão individual do mesmo trabalho. Participação durante o curso: apresentação de textos e de obras, escolhidos pelo estudante no âmbito do Programa, intervenções orais.

Cursos

 
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