
Conservação e Restauro de Bens Culturais II
Código
3884
Unidade Orgânica
Faculdade de Ciências e Tecnologia
Departamento
Departamento de Conservação e Restauro
Créditos
6.0
Professor responsável
Augusta Raquel Ferreira Moniz Lima, Leslie Carlyle
Horas semanais
6
Total de horas
84
Língua de ensino
Português
Objectivos
Desenvolver no aluno a capacidade de avaliar:
1) o estado de preservação de um objecto cultural;
2) a(s) causa(s) dos danos apresentados pelo objecto;
3) as consequências de tratamentos efectuados no passado;
4) os riscos associados ao tratamento que propõe.
Desenvolver no aluno a capacidade de seleccionar e justificar os materiais e procedimentos a utilizar na intervenção.
Pré-requisitos
Não se aplica.
Conteúdo
O principal foco da disciplina é desenvolver no aluno uma abordagem crítica relativamento às opções de tratamento, incluindo a escolha de materiais de conservação e de procedimentos a utilizar numa intervenção.
O aluno levará a cabo a documentação completa e detalhada de uma intervenção. Da documentação deve constar o diagnóstico do estado de conservação do objecto (incluindo os materiais e as técnicas de produção utilizadas no objecto), a proposta de intervenção e o relatório da intervenção, acompanhados de um registo fotográfico detalhado do objecto antes, durante e após a intervenção. Métodos de exame e análise serão realizados para a caracterização e o estudo do objecto.
O desenvolvimento das capacidades práticas no aluno far-se-á através da realização de uma intervenção num objecto e/ou de actividades relacionadas com procedimentos de conservação e restauro (e.g. limpeza, consolidação, integração cromática, etc.)
Será dada enfase ao desenvolvimento no aluno da capacidade de argumentar as vantagens e desvantagens relacionadas com os materiais e procedimentos de tratamento aplicados no objecto atribuído, através da discussão das várias opções em contexto de aula e de casos de estudo.
Método de ensino
As aulas dividem-se em aulas teóricas e aulas práticas.
As aulas teóricas são tipicamente apresentadas com powerpoints, realtivos a casos de estudo e/ou metodologias de intervenção/preservação.
A aulas práticas serão levadas a cabo nos laboratórios de conservação e restauro do Departamento e os alunos terão a oportunidade de realizar uma intervenção num objecto cultural e/ou procedimentos de conservação e restauro, sob a supervisão do docente. Os trabalhos práticos propostos serão maioritariamente individuais mas será fomentada a discussão de questões éticas, materiais e procedimentos entre os colegas.
Método de avaliação
1. Componentes de avaliação
Avaliação contínua com três componentes de avaliação:
- avaliação teórico-prática;
- avaliação laboratorial;
- avaliação sumativa.
2. Elementos de avaliação
2.1 Componente teórico-prática: dois testes escritos (Teste 1 e Teste 2)
2.2 Componente laboratorial:
1) monografia (pesquisa sobre um tema específico relacionado com o tratamento da obra ou análise critica de um texto ou artigo)
2) relatório de diagnóstico e intervenção de conservação e restauro
3) apresentação oral do diagnóstico realizado e discussão.
2.3 Componente sumativa: avaliação do aluno em contexto de sala de aula (capacidade de resolução de problemas e de execução dos trabalhos práticos, interesse e participação nas aulas, caderno de laboratório, pontualidade e assiduidade, autonomia).
3. Fórmula de cálculo da classificação final (CFinal)
CFinal = 0.4*(classificação componente teórico-prática) + 0.4*(classificação componente laboratorial) + 0.2*(classificação componente sumativa)
A classificação de cada componente é dada na escala 0-20, com arredondamento às décimas, e cada parcela é arredondada às décimas. A CFinal é arredondada às unidades.
4. Classificação das componentes de avaliação e notas mínimas
4.1 Classificação da componente teórico-prática (CTP)
CTP = 0.5* (Teste 1) + 0.5* (Teste 2)
A classificação dos testes é feita de 0-20, com arredondamento às décimas. A CTP é arredondada às décimas. É exigida classificação mínima de 10 (9,5) nesta componente.
A avaliação em Exame é feita de 0-20 com arredondamento às décimas.
4.2 Classificação da componente laboratorial (CL)
CL = 37,5* (monografia) + 37,5* (relatório de diagnóstico e tratamento) + 25* (apresentação oral do relatório e discussão)
A classificação dos relatórios e apresentação é feita de 0-20, com arredondamento às décimas. A CL é arredondada às décimas.
É exigida classificação mínima de 10 (9,5) nesta componente e exigida classificação mínima de 10 (9,5) na apresentação oral.
Não são aceites trabalhos entregues fora do prazo. Os trabalhos escritos deverão ser entregues em formato digital (PDF e Word) e versão impressa; a apresentação em formato PowerPoint.
4.3 Componente sumativa
A classificação é arredondada às décimas. É exigida classificação mínima de 10 (9,5) nesta componente.
De acordo com as fórmulas expostas acima a CFinal, no que respeita aos elementos de avaliação, é a seguinte:
CFinal = 0.20*(Teste 1) + 0.20*(Teste 2) + 0.15*(monografia) + 0.15*(relatório de diagnóstico e tratamento) + 0,1*(apresentação oral) + 0.2*(avaliação sumativa)
5. Condições para a obtenção de frequência
- Realizar as componentes laboratorial e sumativa de acordo com os requisitos expostos nos pontos 4.2 e 4.3.
- O número de faltas não justificadas não pode exceder três.
6. Validade da Frequência e das classificações obtidas nos anos anteriores
A Frequência é válida indefinidamente.
As classificações obtidas nos anos anteriores em cada uma das componentes exigidas para a obtenção de frequência são válidas indefinidamente.
7. Pré-inscrição
Não há necessidade de pré-inscrição nos elementos de avaliação.