
Anatomia
Código
11103
Unidade Orgânica
Faculdade de Ciências Médicas
Departamento
Anatomia
Créditos
13
Professor responsável
Prof. Doutor João Goyri O´Neill
Língua de ensino
Português
Objectivos
OBJECTIVOS GERAIS
Com fundamento na experiência, e após a observação atenta das formas programáticas, pensamos que a abordagem mais correcta, será: iniciar o curso de Anatomia pela apresentação de uma visão de conjunto dos vários domínios da Anatomia Humana Normal. Garantidas as aprendizagens referentes às generalidades e visão de conjunto dos vários sistemas do indivíduo, o aprofundar das temáticas deve passar pelo conhecimento das estruturas esqueléticas de suporte e respectivas articulações, parte passiva do Aparelho Locomotor, seguindo-se o estudo dos meios activos do Aparelho Locomotor ou seja as estruturas musculares, a que se seguirá o estudo articulado da Esplancnologia, Angiomorfologia e Nevrologia.
O ensino da Anatomia, tal como o perspectivamos, será a promoção de um conhecimento sólido da Anatomia Humana Normal, indispensável na preparação do aluno para as aprendizagens futuras em outras Unidades Curriculares do Mestrado Integrado em Medicina. Só um extenso e sólido conhecimento em Anatomia Humana Normal poderá permitir ao aluno a compreensão de temas como a Anatomia do Desenvolvimento, a Anatomia Funcional, a Anatomia Imagiológica, a Anatomia Ecográfica, a Anatomia Endoscópica, a Anatomia Topográfica e Regional e a Anatomia Clínica (das áreas médicas ou cirúrgicas).
E assim se cumpre o principal objectivo geral do ensino-aprendizagem da Anatomia Humana: a aquisição dos conhecimentos anatómicos essenciais, que permitam dotar o futuro médico de capacidade para a sua aplicação às diversas situações médico-cirúrgicas que irá encontrar na sua actividade profissional.
O ensino da Anatomia é exigente! Exigente na dimensão do conhecimento que é possível trabalhar e transmitir mas também pela necessidade de ministrar os conteúdos da Osteologia, Artrologia, Miologia, Esplancnologia e Angiomorfologia a um universo de alunos que ainda não adquiriu o necessário e desejável rigor de descrição e, em que, a capacidade de estruturação dos conhecimentos não está ainda completamente desenvolvida. Assim, a extensão e complexidade das matérias, ministradas ao nível da pré-graduação é conducente a que a disciplina tenha uma intensa carga horária. O que se torna fácil concluir com a análise dos programas do Curso Teórico e Curso Prático: muitas horas de docência e de aprendizagem.
Os alunos do 1º ano são detentores de um nível de conhecimentos gerais e específicos, que permitirá a apreensão e aquisição rápida e detalhada dos vários temas abordados ao longo do curso. Contudo, a aquisição de uma capacidade de estruturação e organização de trabalho por parte dos alunos, que permite uma mais fácil apreensão do conteúdo programático das matérias, é também, em associação com a evolução da maturação psíquica, um objectivo geral da Unidade Curricular de Anatomia.
A Unidade Curricular de Anatomia desafia também os alunos a procurar mais! O conhecimento teórico e prático da Anatomia Humana Normal abre a porta de acesso para o estudo da Anatomia Regional e Topográfica através Unidades Curriculares Opcionais do Mestrado Integrado de Medicina. O desafio da aprendizagem da Anatomia, essencial à formação de qualquer Médico, passa também por este convite a saber mais para ser mais.
OBJECTIVOS DE APRENDIZAGEM
Considerando os domínios essenciais da aprendizagem: cognitivo, psicomotor, afectivo ou das atitudes, serão objectivos específicos do ensino-aprendizagem da U.C. de Anatomia:
a) No domínio dos conhecimentos:
- Conhecer e utilizar a correcta nomenclatura das estruturas que compõem os sistemas ou aparelhos do corpo humano, bem como outra terminologia necessária à sua descrição na qual deverá basear a sua expressão técnica como futuro profissional de saúde.
- Identificar e descrever todas as características das estruturas anatómicas, bem como da sua relação com estruturas vizinhas.
- Conhecer e justificar as funções das estruturas e sistemas ou aparelhos que compõem o corpo humano.
b) No domínio das capacidades ou desempenhos:
- Observação: ser capaz de identificar as diversas estruturas morfológicas normais do corpo humano, em imagens, em peças, em modelos e no cadáver.
- Descrição: ser capaz de descrever, oralmente ou por escrito, as estruturas anatómicas, utilizando uma linguagem clara, fluida, precisa e completa, demonstrando, também, capacidade de sistematização e síntese.
- Estruturação ou esquematização dos conhecimentos: ser capaz de ordenar os conhecimentos em esquemas descritivos bem definidos semelhantes para as diversas estruturas do mesmo tipo.
- Integração dos conhecimentos: ser capaz de integrar as diversas estruturas anatómicas e relações que estabelecem entre si, numa perspectiva regional e funcional.
- Projecção das estruturas profundas na superfície do corpo humano: ser capaz de enunciar fazendo recurso à memória visual, as mais importantes estruturas que se encontram profundamente, para cada região cutânea.
- Aplicação dos conhecimentos: ser capaz de formular inferências anatómicas de situações clínicas apresentadas em linguagem adequada ao nível de escolaridade em que os estudantes se encontram.
- Espírito criativo: desenvolver o poder de iniciativa e estimular a criatividade nos alunos através da criação de actividades que a promovam.
- Espírito crítico: ser capaz de destrinçar o essencial do particular e de criticar as suas fontes de conhecimentos, não aceitando tacitamente tudo o que lê ou ouve.
- Aprendizagem autónoma: ser capaz de desenvolver métodos adequados de estudo individual, base fundamental para a formação médica contínua ou permanente.
- Trabalho em grupo: ser capaz de desenvolver capacidade de trabalho em equipa, qualidade indispensável ao exercício da medicina nos tempos de hoje.
- Pesquisa Bibliográfica: ser capaz de pesquisar e seleccionar a informação necessária para uma discussão actualizada de um dado assunto.
- Possibilidade de Participação na Corporis Fabrica (exposição anual): desenvolvimento da capacidade de planear e concretizar um projecto de desenvolvimento de um modelo tridimensional, poster ou apresentação multimédia onde seja ilustrado de forma simplificada um tema associado aos conhecimentos adquiridos.
c) No domínio das atitudes e dos valores:
- Reconhecer a importância do papel fundamental da Anatomia na formação do médico.
- Desenvolver e demonstrar gosto pelo Saber e Aprender.
- Desenvolver e demonstrar curiosidade científica que estimule o interesse pela pesquisa.
- Assumir a responsabilidade do médico (e portanto do estudante de medicina) perante a sociedade.
- Espírito de tolerância: promover a flexibilidade intelectual, o espírito aberto a novas ideias, a aceitação da diversidade na natureza humana.
- Respeito crescente pelo Homem: apresentar respeito pelo cadáver como primeiro passo para o respeito pelos doentes.
Pré-requisitos
Conteúdo
I. ANATOMIA GERAL
Posição anatómica ou descritiva e planos descritivos ou de referência.
Osteologia geral. Artrologia geral. Miologia geral. Esplancnologia geral. Anatomia Cardio-vascular. Nevrologia geral.
II. ANATOMIA DA LOCOMOÇÃO
1. Anatomia Humana Geral da Locomoção
2. Osteologia da cabeça
- Ossos do crânio
- Osso frontal. Osso etmóide.
- Osso esfenóide. Osso occipital.
- Ossos parietais. Ossos temporais. Ossos suturais (wormius).
- Ossos da face
- Ossos maxilares ou maxilas. Ossos zigomáticos. Ossos lacrimais. Ossos nasais. Conchas nasais inferiores. Ossos palatinos. Osso vómer. Osso mandibular ou mandíbula.
- Osso hióide
- Cabeça óssea geral
- Crânio em geral. Face em geral. Cavidades crânio-faciais: cavidades nasais; órbitas; fossas infratemporais. Arquitectura do crânio
- Artrologia da cabeça e craniometria
- Articulações cranianas, faciais e crânio-faciais. Articulação têmporo-mandibular. Pontos craniométricos. Dimensões e índices da cabeça
3. Osteologia e Artrologia da coluna vertebral
- Osteologia da coluna vertebral
- Classificação das vértebras; características gerais das vértebras; características próprias das vértebras de cada região; caracteristísticas próprias a determinadas vértebras
- Artrologia da coluna vertebral
- Articulações comuns à maioria das vértebras. Articulações próprias a algumas vértebras. Articulações entre a coluna vertebral e a cabeça
- Coluna vertebral geral
4. Osteologia e Artrologia do tórax
- Osteologia do tórax
- Esterno. Costelas. Cartilagens costais
- Artrologia do tórax
- Articulações costo-vertebrais. Articulações costo-transversária. Articulações costo-condrais Articulações esterno-condrais. Articulações intercondrais. Articulações esternais
- Tórax em geral
5. Ósteologia e Artrologia do membro inferior
- Osteologia do cíngulo do membro inferior
- Osso coxal
- Artrologia da pelve
- Articulação sacro-ilíaca. Sínfise púbica. Ligamentos sacro-tuberal e sacro-espinhal. Membrana obturadora
- Pelve em geral
- Osteologia da coxa
- Fémur. Patela.
- Artrologia da anca
- Articulação da anca.
- Osteologia da perna
- Tíbia. Fíbula.
- Artrologia do joelho e da perna
- Articulação do joelho. Articulação tíbio-fibular superior. Membrana interóssea da perna. Articulação tíbio-fibular inferior.
- Osteologia do pé
- Tarso: osso tálus; osso calcâneo; osso cubóide; osso navicular; ossos cuneiformes. Metatarso: 1º, 2º, 3º, 4º e 5º ossos metetarsais. Dedos: Falanges proximais, médias e distais.
- Artrologia do tornozelo e do pé
- Articulação do tornozelo ou talo-crural. Articulações do pé.
6. Ósteologia e Artrologia do membro superior
- Osteologia do cíngulo do membro superior
- Clavícula. Escápula.
- Osteologia do braço
- Úmero.
- Artrologia do cíngulo do membro superior
- Articulação acrómio-clavicular. Ligamentos córaco-claviculares. Ligamentos intrínsecos da escápula. - - Articulação esterno-clavicular.
- Artrologia do ombro
- Articulação do ombro.
- Osteologia do antebraço
- Ulna. Rádio.
- Artrologia do cotovelo e do antebraço
- Articulação do cotovelo. Membrana interóssea do antebraço. Articulação rádio-ulnar inferior.
- Osteologia da mão
- Carpo: osso escafóide; osso semilunar; osso piramidal; osso pisiforme; osso trapézio; osso trapezóide; osso capitado; osso hamato. Metacarpo: 1º, 2º, 3º, 4º e 5º ossos metacarpais. Dedos: falanges proximais, médias e distais.
- Artrologia do punho e da mão
- Articulação do punho ou rádio-carpal. Articulações da mão.
7. Miologia da cabeça
- Músculos cutâneos da cabeça
- Músculos faciais da mímica.
- Músculos mastigadores.
8. Miologia do pescoço
- Músculos ântero-laterais do pescoço
- Músculos ântero-laterais superficiais. Músculos supra-hióideus. Músculos infra-hióideis. Músculos médios profundos ou pré-vertebrais. Músculos laterais profundos.
- Músculos da nuca
- Músculos superficiais da nuca. Músculos profundos da nuca.
- Fáscias do pescoço
9. Miologia do dorso
- Músculos do dorso
- Músculos dorsais superficiais. Músculos dos canais vertebrais. Fáscias do dorso.
10. Músculos do tórax
- Músculos costais. Diafragma. Fáscia do tórax.
11. Miologia do abdómen
- Músculos ântero-laterais do abdómen.
- Músculos posteriores ou lombo-ilíacos.
- Aponevroses dos músculos ântero-laterais e posteriores do abdómen.
- Formações dependentes das aponevroses das paredes abdominais e pontos fracos das paredes abdominais.
12. Miologia do membro inferior
- Músculos da região glútea.
- Músculos da coxa.
- Músculos ântero-laterais da coxa. Músculos mediais da coxa. Músculos posteriores da coxa.
- Músculos da perna
- Músculos anteriores da perna. Músculos laterais da perna. Músculos posteriores da perna.
- Músculos do pé
- Músculos dorsais do pé. Músculos plantares mediais do pé. Músculos plantares laterais do pé. Músculos plantares médios do pé. Músculos interósseos do pé.
- Bainhas fibrosas e sinoviais dos tendões dos músculos da perna. Fáscias do membro inferior
13. Miologia do membro superior
- Músculos do ombro
- Músculos anteriores do ombro. Músculo medial do ombro. Músculos posteriores do ombro. Músculo lateral do ombro.
- Músculos do braço
- Músculos anteriores do braço. Músculos posteriores do braço.
- Músculos do antebraço
- Músculos anteriores do antebraço. Músculos laterais do antebraço. Músculos posteriores do antebraço.
- Músculos da mão
- Músculos palmares laterais da mão ou da eminência tenar. Músculos palmares mediais da mão ou da eminência hipotenar. Músculos palmares médios da mão. Músculos interósseos da mão.
- Bainhas fibrosas e sinoviais dos tendões dos músculos do antebraço. Fáscias do membro superior.
III. ANATOMIA DOS ÓRGÃOS
1. Órgãos respiratórios
- Cavidades nasais e anexos.
- Nariz. Cavidades nasais. Seios paranasais.
- Laringe.
- Árvore tráqueo-brônquica
- Traqueia. Brônquios.
- Pulmões.
- Pleuras.
2. Órgãos digestivos
- Cavidade oral.
- Dependências da cavidade oral
- Gengivas. Dentes (características gerais). Língua. Tonsilas palatinas.
- Glândulas salivares
- Glândulas parótidas. Glândulas submandibulares. Glândulas sublinguais.
- Faringe.
- Esófago.
- Estômago.
- Intestino delgado
- Duodeno. Jejuno e Íleo.
- Intestino grosso
- Cólon direito: cego; apêndice vermiforme; cólon ascendente; flexura direita ou hepática do cólon; cólon transverso. Cólon esquerdo: flexura esquerda ou esplénica do cólon; cólon descendente; cólon sigmóide.
- Recto.
- Ânus.
- Fígado
- Vias biliares
- Via biliar principal. Via biliar acessória.
- Pâncreas.
3. Órgãos urinários
- Rins.
- Uretéros.
- Bexiga.
- Uretra
- Uretra masculina. Uretra feminina.
4. Órgãos genitais masculinos
- Testículos.
- Epidídimos.
- Escroto e bainhas dos funículos espermáticos.
- Vias espermáticas.
- Glândulas anexas aos órgãos genitais masculinos
- Próstata. Glândulas bulbo-uretrais (Cowper).
- Pénis.
5. Órgãos genitais femininos
- Ovários.
- Tubas uterinas (Falópio).
- Útero
- Vagina
- Vulva.
- Glândulas anexas aos órgãos genitais femininos.
- Glândulas vestibulares menores. Glândulas vestibulares maiores (Bartholin).
- Mamas
6. Períneo
- Períneo
- Músculos do períneo. Fáscias do períneo. Divisão do períneo.
7. Órgãos linfóides
- Medula óssea.
- Timo.
- Tecidos linfo-epiteliais.
- Nodos linfáticos.
- Baço.
8. Glândulas endócrinas
- Hipófises.
- Glândula pineal.
- Glândula tiróide.
- Glândulas paratiróides.
- Glândulas suprarrenais.
- Paragânglios.
- Grupos celulares com localização em órgãos de outros sistemas.
- Placenta.
9. Peritoneu
- Peritoneu
- Aspectos gerais. Descrição. Topografia geral.
IV. ANATOMIA NEVROLÓGICA
1. Nevrologia geral
- Nevrologia geral.
2. Nervos espinhais
- Sistematização dos território medulares e radiculares.
- Ramos posteriores dos nervos espinhais.
- Plexo cervical.
- Plexo braquial
- Constituição. Ramos colaterais. Nervo mediano. Nervo músculo-cutâneo. Nervo ulnar. Nervo cutâneo medial do antebraço. Nervo cutâneo medial do braço. Nervo axilar. Nervo radial.
- Aspecto geral da inervação do membro superior.
- Nervos intercostais.
- Plexo lombar.
- Constituição. Ramos colaterais. Ramos terminais.
- Plexo sagrado.
- Constituição. Ramos colaterais. Nervo isquiático. Nervo fibular comum. Nervo tibial.
- Plexo pudendo.
- Plexo sacro-coccígeo.
- Aspecto geral da inervação do membro inferior.
3. Nervos cranianos
- Nervo oculomotor ou III par.
- Nervo troclear ou IV par.
- Nervo abducente ou VI par.
- Nervo trigémeo ou V par:
- Nervo oftálmico (Willis). Nervo maxilar. Nervo mandibular.
- Nervo facial e nervo intermédio (Wrisberg) ou VII par.
- Nervo glosso-faríngeo ou IX par.
- Nervo vago ou X par.
- Nervo acessório ou XI par.
- Nervo hipoglosso ou XII par.
4. Sistema nervoso autónomo
- Tronco simpático.
- Gânglios intermédios e plexos pré-viscerais.
- Gânglios e plexos viscerais.
- Paragânglios.
V. ANATOMIA DO CORAÇÃO E VASOS
1. Anatomia geral do coração e vasos
- Anatomia geral das artérias.
- Anatomia geral das veias.
- Anatomia geral dos linfáticos.
- Unidades microvasculares.
2. Coração
- Considerações gerais.
- Conformação externa.
- Relações.
- Cavidades cardíacas
- Átrios. Ventrículos.
- Constituição anatómica do miocárdio.
- Anéis fibrosos e trígonos fibrosos. Fibras musculares. Fibras específicas.
- Pericárdio.
- Vascularização e inervação do coração.
3. Artérias
- Artérias do tronco
- Tronco pulmonar. Arco da aorta. Artéria aorta torácica. Artéria aorta abdominal. Artéria sagrada média. Artéria ilíaca comum. Artéria ilíaca interna. Artéria ilíaca externa.
- Artérias da cabeça e do pescoço
- Artéria carótida comum. Artéria subclávia. Artéria carótida interna. Artéria carótida externa.
- Artérias do membro superior
- Artéria axilar. Artéria braquial. Artéria radial. Artéria ulnar. Artérias da mão.
- Artérias do membro inferior
- Artéria femoral. Artéria poplítea. Artéria tibial anterior. Artéria dorsal do pé. Tronco tíbio-fibular. Artéria fibular. Artéria tibial posterior. Artérias plantares.
4. Veias
- Veias da cabeça e do pescoço.
- Seios da duramáter. Veia jugular interna. Veia jugular externa. Veia jugular anterior.
- Veia tiroideia média. Veia cervical profunda. Veia vertebral. Veia subclávia.
- Veias do tronco
- Veia ilíaca externa. Veia ilíaca interna. Veia ilíaca comum. Veia cava inferior. Veia porta. Veias pulmonares. Veias braquio-cefálicas. Veia cava superior. Veias ázigo. Veias da coluna vertebral.
- Veias dos membros
- Veias do membro superior: veias profundas e veias superficiais. Veias do membro inferior: veias profundas e veias superficiais.
5. Linfáticos
- Linfáticos da cabeça e do pescoço
- Círculo nodal linfático pericervical. Nodos linfáticos linguais e retrofaríngeos. Nodos linfáticos cervicais anteriores. Nodos linfáticos cervicais laterais.
- Linfáticos do tronco
- Linfáticos pélvicos. Linfáticos do abdómen. Linfáticos do tórax.
- Linfáticos dos membros
- Linfáticos do membro superior: nodos linfáticos superficiais; nodos linfáticos profundos. Linfáticos do membro inferior: nodos linfáticos superficiais; nodos linfáticos profundos.
- Troncos linfáticos terminais supradiafragmáticos.
- Troncos linfáticos terminais infradiafragmáticos.
6. Anatomia Vascular Especial
- Territórios vasculares: Lobos, Segmentos, Subsegmentos.
- Microvasclarização de órgãos
- Scanning Electronic Microscopy corrosion casts.
Bibliografia
Bibliografia de base (adoptada)
* Anatomia Humana da Locomoção: J. A. Esperança Pina - 4ª edição, Lidel, Edições Técnicas.
* Anatomia Humana dos Órgãos: J. A. Esperança Pina - 2ª edição, Lidel, Edições Técnicas.
* Anatomia Humana do Coração e Vasos: J. A. Esperança Pina, 2ª edição, Lidel, Edições Técnicas.
* Anatomia Humana da Relação: J. A. Esperança Pina - 4ª edição, Lidel, Edições Técnicas.
* Anatomia Geral e Dissecção Humana: J. A. Esperança Pina, A. Bensabat Rendas, Miguel Correia, J. Goyri ONeill e Diogo Pais, Lidel, Edições Técnicas.
* Atlas de Anatomia Humana: Frank H. Netter, Artmed, Editora.
Bibliografia complementar (recomendada)
* Anatomia Humana (Descritiva, Topográfica e Funcional): Henry Rouvière e André Delmas, 11ª edição Espanhola, ou 15ª edição Francesa, Masson.
* Grays Anatomy : Williams & R. Warwick, W. B. Sauders.
* Clinically Oriented Anatomy: K. Moore, Williams and Wilkins.
* The Developing Human: Clinical Oriented Embriology: K. Moore, W. B. Saunders.
* Atlas of Human Anatomy with Integrated Text: J. A. Gosling e al., Churchill Livingstone.
* Sectional Human Anatomy: Han M-C & Kim C-W, Igaku-Shoin.
* Color Atlas of Anatomy: J. Roben & C. Yokochi, Edição em língua portuguesa, inglesa ou espanhola.
Método de ensino
A) CURSO TEÓRICO:
O curso teórico é constituído por aulas teóricas, ministradas ao universo do curso, com lições de 50 minutos de duração), nas quais a explanação de assuntos é precedida da apresentação do sumário da aula, e seguida de um período para esclarecimento de dúvidas surgidas durante a aula.
A estruturação de cada aula teórica deverá conter elementos de dificuldade crescente, deverão ser realizadas pausas e mudança de ritmo de exposição. A aula teórica deverá ter como auxiliares de exposição: uma iconografia actualizada e ilustrativa com os recursos audiovisuais adequados, ficando ao critério de cada docente a possibilidade ou não de cedência do material aos alunos.
O final da aula teórica deverá conter uma síntese do tema, focalizada nos elementos mais importantes deste, procedendo-se depois ao esclarecimento de dúvidas apresentadas pelos alunos.
Na primeira aula teórica, será dado a conhecer aos alunos o Guião das Aulas Teóricas de Anatomia, onde se definirá para cada aula:
- Identificação e contacto do docente;
- Objectivos gerais da aula;
- Objectivos específicos da aula;
- Pré-requisitos (assuntos que o aluno deverá dominar e preparar para tirar partido da aprendizagem que irá ser proposta numa dada aula teórica);
- Sumário;
- Perguntas ou exercícios de auto-avaliação (para o aluno realizar após cada aula);
- Bibliografia detalhada.
A organização do Curso Teórico (distribuição dos docentes por temas, eventuais ajustes de calendário ou temáticas, orientação pedagógica, monitorização do cumprimento de objectivos e qualidade.) é da responsabilidade do Professor Regente, Prof. Doutor João E. Goyri ONeill.
B) CURSO PRÁTICO:
A programação do Curso Prático foi realizada de formar a permitir criar um empenhamento, pessoal e criativo, por parte dos Docentes na estruturação, e posterior ministração das aulas práticas.
O Programa do Curso Prático está integrado na sequência do Curso Teórico, sendo complementar a este. Tem a periodicidade de 2 aulas semanais com a duração de 110 minutos cada, a turmas que não deverão exceder os 15 alunos.
Os vários parâmetros a ter em consideração na estruturação das aulas do Curso Prático, por cada Docente, serão dentre outros:
a) Ensino Tutorial aberto à participação dos discentes
b) Trabalho Laboratorial com modelos anatómicos e material cadavérico
c) Trabalho de Pesquisa Bibliográfica
d) Trabalho de Projecto
e) Trabalho de Auto-avaliação das Aprendizagens
a) Ensino Tutorial aberto à participação dos discentes
O teor da aula prática deverá constar do respectivo sumário, de acordo com o Programa de Aulas do Curso Prático, que segue no anexo respeitante a este.
A gestão e distribuição do tempo da aula prática dependem da índole das matérias versadas, devendo contemplar um período de exposição das matérias pelo assistente, a que se segue um outro período de exposição pelos alunos.
Deverá ter-se em consideração, qual o incentivo a dar aos alunos, para que estes possam vencer a sua natural inibição em falar em grupo.
Durante esta acção de exposição deve o docente estar particularmente atento ao rigor científico da mesma e à estruturação sequencial dos elementos descritivos.
Deve o docente corrigir a descrição, adicionando novos elementos descritivos e decorrentes da sua experiência como Médico, sendo este contributo possível na medida em que todos os docentes da Unidade Curricular de Anatomia são dotados de actividade e diferentes graus de experiência da prática clínica.
Deve o docente promover um ambiente que contribua para a criação de um espírito de entre ajuda entre os alunos.
Assim, conseguir-se-á manter e estimular a motivação dos alunos ajudando-os a elevar, num crescente, o nível de conhecimentos em Anatomia.
b) Trabalho Laboratorial com modelos anatómicos e material cadavérico
A tentativa de substituição de peças cadavéricas humanas pelos respectivos modelos plásticos ou de outra matéria, representará sempre uma escolha de menor fidedignidade, pois, por mais perfeita que seja a execução dos modelos, estes não representam a realidade anatómica, nem contemplam o que é normal em Anatomia, as variações anatómicas. Nada substitui o cadáver humano fresco ou embalsamado.
É fundamental incutir o respeito que é devido ao corpo humano e deverá ser feito o enaltecimento da atitude altruísta de que resulta a doação em vida do corpo, para estudo e dissecção. A dissecção cadavérica leva o aluno de Anatomia ao conhecimento da realidade do fim último do homem enquanto matéria, permitindo o contacto real e científico com o final de um ciclo biológico.
Doar o corpo à Ciência é o ultimo e mais elevado acto de altruísmo
Contudo, a experiência da dissecção sem sólidos conhecimentos da Anatomia Humana Normal, desvirtuaria a sua essência. Dissecar sem as aprendizagens necessárias para o fazer seria uma verdadeiro desrespeito pelo cadáver. Assim, a nossa percepção é a de que a maioria dos alunos só se encontrará verdadeiramente preparada para a experiência da dissecção após a conclusão da Unidade Curricular de Anatomia.
Não obstante tal situação, contínua a ser para nós claro que a iniciação à dissecção cadavérica continua a ser um elemento fundamental na formação em Medicina, pelo que a Unidade Curricular fará apelo constante a que os alunos procurem mais experiência, nomeadamente através das Unidades Curriculares Opcionais no âmbito da Anatomia e/ou Cursos de Dissecção que são promovidos pelo Departamento. Fica assim bem claro que a estará sempre aberta a porta para um dos primeiros actos experimentais a realizar pelo aluno: a dissecção cadavérica.
Porém, mesmo sem passar directamente pela realização de um Curso de Dissecção, no âmbito da Unidade Curricular de Anatomia serão desenvolvidos trabalhos laboratoriais de dissecção no cadáver ou identificando no cadáver já dissecado estruturas previamente estudadas, tomando contacto com as diferentes texturas dos tecidos.
c) Trabalho de Pesquisa Bibliográfica
Aulas práticas destinadas ao treino da pesquisa bibliográfica sobre um determinado assunto, sendo os resultados posteriormente apresentados e discutidos com o docente.
O aluno deve recorrer às fontes bibliográficas recomendadas ou outros de reconhecido valor cientifico que encontre nomeadamente na Biblioteca do Departamento de Anatomia, Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas ou sites de publicações na área do conhecimento médico ou das ciências morfológicas.
Os trabalhos a realizar neste tipo de aula podem ser realizados fora dos espaço habitualmente destinado para as aulas práticas (Teatro Anatómico) devendo contudo os Docentes reunir os alunos da turma, fazer o registo da assiduidade e orientar os trabalhos do tempo previsto para a aula.
d) Trabalho de Projecto
A realização de trabalhos práticos por grupo de alunos, deve ser incentivada, pois representa uma modalidade de estudo em conjunto. Estes trabalhos podem ser de dois tipos:
A execução de um trabalho de revisão sobre um tema - os alunos são orientados pelo docente no estudo de um tema, e realizam a pesquisa bibliográfica necessária, para que a descrição seja a mais actualizada possível. Posteriormente, é realizada a apresentação oral do trabalho aos restantes elementos da turma e em presença do docente.
A execução de modelos, esquemas ou posters ou apresentações - esta permite que o aluno realize o estudo de materiais que não são passíveis de demonstração fácil em cadáver, ou que necessitam de técnicas sofisticadas ou dispendiosas para a sua realização. Permite ainda a visualização tridimensional de assuntos mais complexos. Estas representações têm sido realizadas por alunos do 1º ano, que utilizando os mais variados materiais produtos alimentares como feijões, milho, massas, ou lã, fios eléctricos, circuitos electrónicos, entre outros, têm vindo a executar trabalhos que ilustram bem os conhecimentos adquiridos. Os trabalhos realizados serão expostos todos os anos do início do ano lectivo seguinte, de modo a que sejam vistos pelos alunos dos diferentes anos, por todo o corpo docente e também pelos alunos recém-chegados à Faculdade (referimo-nos à já instituída Corporis Fabrica).
e) Trabalho de Auto-Avaliação das Aprendizagens
Tempos de Ensino destinados à realização de actividades de auto-avaliação dos conhecimentos e aprendizagens. Os alunos são desafiados a responder a perguntas (escritas ou orais) de entre um banco de dados realizado pelos vários docentes e disponibilizado de igual forma a todos os docentes.
Assim, os alunos podem monitorizar os conhecimentos adquiridos ou não adquiridos através da resposta às perguntas, que procurarão aferir a capacidade que o aluno apresenta para atingir os vários objectivos previstos para Unidade Curricular e seus conteúdos programáticos.
Método de avaliação
Avaliação do Ensino Prático: Serão realizados Questionários para Avaliação do Ensino Prático, dirigidos a cada turma e docente. Estes questionários encontram-se validados pelo Departamento de Educação Médica. A análise dos dados e feed-back aos docentes, encontra-se a cargo da Direcção do Departamento de Anatomia e do Departamento de Educação Médica da FCM-UNL.
A elaboração de um esquema de avaliação uniforme torna-se imperiosa pela necessidade de uniformizar critérios que avaliarão o aluno de um modo global e contínuo, pelo que cabe a cada Docente seguir as indicações gerais em relação a este ponto e fazer comunicar, na primeira aula, eventuais especificidades referentes à turma que lhe seja atribuída.
Na Anatomia, deve a avaliação do aluno basear-se em diferentes parâmetros que avaliem não só o seu nível real de conhecimentos mas ainda, as suas aptidões de raciocínio, destreza, capacidade inovadora, pronta adaptação a novas questões e situações que lhe são postas.
Trata-se, ainda que indirectamente, de avaliar o futuro médico, pelo que, as suas capacidades humanas e éticas deverão ser tomadas em linha de conta, sendo o aluno preparado, desde o 1º ano do curso, para a abordagem do doente numa perspectiva científica e humana.
a) Avaliação prática contínua
A avaliação contínua é da responsabilidade do assistente de cada turma e processar-se-á em todas as aulas práticas, verificando-se no decorrer da própria aula, pela abordagem dos temas ministrados no curso teórico. O aluno deverá ser solicitado pelo docente, a expor assuntos, detalhando este ou aquele pormenor, podendo por sua livre iniciativa abordar a descrição de um tema em íntima relação com o objectivo da aula em que participa.
Os trabalhos finais deverão ser apresentados oralmente de forma sucinta e clara, pelo grupo que efectuou o trabalho, devendo o docente avaliar não só a exposição mas ainda o empenho, dedicação e esforço postos no estudo e pesquisa bibliográfica para a realização do tema.
A avaliação contínua deve avaliar também as características globais do aluno, no que se refere não só ao seu nível de conhecimentos mas também à assiduidade e pontualidade, sua capacidade de dinamização do grupo de trabalho em que está integrado e relacionamento com os docentes e discentes, sendo aqui valorizada a realização de trabalhos de grupo.
Os trabalhos de grupo deverão ser apresentados oralmente de forma sucinta e clara, pelo grupo que efectuou o trabalho, devendo o docente/júri avaliar não só a exposição e rigor científico mas ainda o empenho, dedicação e esforço postos no estudo e pesquisa bibliográfica para a realização do tema.
A avaliação continua dos alunos, não deve perturbar o normal decurso dos cursos teórico e prático da disciplina, nem directa ou indirectamente o de outras cadeiras.
Esta avaliação é quantitativa, de
- Com classificação inferior a 10 valores o aluno terá que repetir o Curso Prático e não poderá apresentar-se ao Exame Final.
- Com classificação superior a 10 valores o aluno pode apresentar-se ao Exame Final.
b) Avaliação Intercalar Escrita: ANATOMIA DA LOCOMOÇÃO
Será realizada em data a definir, nos Anfiteatros do Edifício-Sede da Faculdade Ciências Médicas (UNL). Trata-se de uma prova composta por perguntas de escolha múltipla, verdadeiros e falso, correspondência, legendas de imagens e/ou resposta curta.
Esta avaliação é quantitativa, de
- Com classificação inferior a 10 valores (ou caso tenha faltado) o aluno terá obrigatoriamente que, durante o Exame Final, realizar nova avaliação referente aos conteúdos avaliados na Prova Intercalar Escrita.
- Com classificação superior a 10 valores o aluno poderá, no Exame Final, dispensar de avaliação referente aos conteúdos avaliados na Prova Intercalar Escrita.
- Caso o aluno falte injustificadamente, ser-lhe-á atribuída a classificação de zero valores.
c) Avaliação Final: EXAME FINAL ORAL
Inclui avaliação de todos os conteúdos considerados nos Programas Práticos e Teóricos da Cadeira. De uma forma geral, deverão formalizar-se vários contributos para a nota do exame final:
1. Avaliação no âmbito da Anatomia da Locomoção, incluindo as áreas da Osteologia, Artrologia e Miologia.
2. Avaliação no âmbito da Anatomia dos Órgãos
3. Avaliação no âmbito da Anatomia do Coração e Vasos e Anatomia Nevrológica.
4. Avaliação / Desempenho Final - pode incidir sobre qualquer área, e conferida pelo Professor Regente da Unidade Curricular de Anatomia.
Esta avaliação é quantitativa, de
- Se em 1ª época o aluno obtiver uma classificação inferior a 10 valores ou falte ao exame final oral, poderá realizar exame em 2ª época, sendo consideradas igualmente as avaliações referentes à Avaliação Contínua e Teste Intercalar Escrito. Caso o aluno não se apresente para realização de exame em 2ª época, encontra-se reprovado a Anatomia.
- Se em 2ª época, uma classificação inferior a 10 valores ou falte ao exame final oral, reprova o aluno a Anatomia.
- Em 1ª ou 2ª época uma classificação superior a 10 valores, aprova o aluno no Exame Final de Anatomia.