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Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

História da Arte Manuelina

Código

711061057

Unidade Orgânica

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Departamento

História da Arte

Créditos

6.0

Professor responsável

Joana Ramôa Melo

Horas semanais

4

Língua de ensino

Português

Objectivos

a) Compreender a génese histórica e ideológica do conceito de “arte manuelina” em Portugal;
b) Situar a arte manuelina no contexto histórico-artístico do tardogótico internacional;
c) Compreender a evolução da encomenda e a mutação do gosto no reino, entre os finais do século XV e o primeiro quartel do século XVI;
d) Caracterizar os diversos programas da arte manuelina;
e) Relacionar a linguagem da arte manuelina com o sentido propagandístico e a ideia de Império, tal como desenvolvidos no reinado de D. Manuel I;
f) Reconhecer e interpretar a arte manuelina nas suas formulações, da intervenção total à emergência episódica.

Pré-requisitos

Não aplicável

Conteúdo

1. O “Manuelino”: teorização de uma expressão artística
1.1. A origem do termo: Mousinho de Albuquerque e Varnhagen
1.2. A fortuna do conceito: Haupt e D. José Pessanha. Redefinições do
conceito e novas interpretações simbólicas. A posição crítica de
Joaquim de Vasconcelos
1.3. Visões em confronto: a discussão sobre o conceito de “manuelino”
na historiografia da arte portuguesa do século XX. O olhar atento e
sistematizador de Vergílio Correia e a valorização de um puro “estilo
das Descobertas” de Reinaldo dos Santos
1.4. O Manuelino como tardo-gótico: o pioneirismo de Mário Tavares
Chicó

2. O “Manuelino”: concretizações do tardo-gótico português
2.1. Edifícios pré-manuelinos
2.1.1. O Mosteiro da Conceição de Beja
2.1.2. O Hospital e a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo das
Caldas da Rainha
2.1.3. O Mosteiro de Jesus de Setúbal
2.2. O Manuelino no Alentejo
2.2.1. A Igreja de São Francisco de Évora
2.2.2. As igrejas paroquiais de Moura, Viana do Alentejo,
Alvito, Pavia, Elvas e Olivença
2.2.3. Igrejas conventuais de influência de São Francisco de
Évora: o Mosteiro de São Bento de Cástris (Évora), o
Mosteiro do Espinheiro (Évora) e o Mosteiro dos Lóios
(Arraiolos)
2.3. O Manuelino no Norte. A presença de mestres espanhóis
2.3.1. A Sé de Braga
2.3.2. As igrejas paroquiais de Vila do Conde, Azurara e Caminha
2.3.3. A Sé de Viseu
2.4. O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, Batalha
2.5. O Convento de Cristo, Tomar
2.6. O Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa
2.7. A Torre de Belém, Lisboa
2.8. A afirmação e imposição do poder régio: a decoração heráldica




Bibliografia

AFONSO, Luís Urbano – Manuelino e Luso-Tropicalismo : a historiografia da arte e a
construção da identidade portuguesa durante o Estado Novo. Coimbra: Almedina, 2005
COSTA, João Paulo Oliveira e – D. Manuel I. Temas e Debates, 2011
DIAS, Pedro – A Arquitectura Manuelina. Porto: Livraria Civilização, 1988
PEREIRA, Paulo – A Obra Silvestre e a Esfera do Rei. Iconologia da Arquitectura Manuelina na Grande Estremadura. Coimbra: Instituto de História da Arte, 1990
SILVA, José Custódio Vieira da – O Tardo-Gótico em Portugal. A Arquitectura no Alentejo. Lisboa: Livros do Horizonte, 1989

Método de ensino

Aulas teórico-práticas segundo método expositivo com recurso a meios audiovisuais e a utilização de meios didácticos específicos tais como: textos de apoio, imagens e plantas de edifícios. Esta UC inclui 3 visitas de estudo: Batalha; Évora e Jerónimos. O estudo deverá ser feito de forma continuada através da consulta da bibliografia recomendada, da informação e do material didáctico disponibilizados.

Método de avaliação

Recensão crítica; trabalho de investigação/problematização sobre um programa arquitectónico/decorativo da Arte Manuelina, sujeito a apresentação oral; frequência. A recensão crítica vale 40% da 1ª Nota Final; o trabalho de investigação 60 %. O aluno classificado com nota ≤14, na 1ª Nota Final, dispensará a frequência. Caso contrário, terá de realizar frequência, que corresponderá a 50 % da 2ª Nota Final.

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