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Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Cultura Portuguesa do Século XIX

Código

711091108

Unidade Orgânica

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Departamento

Estudos Portugueses

Créditos

6.0

Professor responsável

António Martins Gomes

Horas semanais

4

Língua de ensino

Português

Objectivos

a) Ter um conhecimento abrangente do contexto histórico, social e cultural da Europa oitocentista, ao longo das suas décadas e períodos;
b) Adquirir saberes fundamentais na cultura portuguesa do Século XIX, em áreas tão diversificadas como a arte, literatura, filosofia e ciência;
c) Desenvolver as capacidades de leitura dos textos oitocentistas apresentados durante o semestre, e de interpretação dos mesmos aos níveis temático e conjuntural.

Pré-requisitos

Não tem.

Conteúdo

Numa digressão cronológica pela cultura portuguesa oitocentista, um período bastante fértil em revoluções políticas, transformações sociais e estéticas literárias, começaremos por identificar o ideário romântico, devidamente enquadrado entre as primeiras décadas conturbadas da monarquia constitucional e o início da “Pax Regeneratoria”. Em nome dos mais elevados valores patrióticos, verificar-se-á que autores como Almeida Garrett e Alexandre Herculano adoptam a nova sensibilidade romântica e o historicismo medievo, tendo no horizonte o confronto político entre liberais e absolutistas.
A abordagem da segunda metade do século XIX será orientada essencialmente para duas gerações: a de 70 e a de 90. A primeira nasce sob a influência dos novos ideais socializantes e republicanos da III Revolução Francesa; as suas linhas programáticas são apresentadas nas Conferências do Casino Lisbonense e por autores como Antero de Quental e Eça de Queiroz: o Realismo como expressão da arte, a Revolução como factor de agitação social, o Positivismo como orientação ideológica, e o anticlericalismo como reivindicação laica; a segunda, estigmatizada desde muito cedo pelo Ultimato inglês e abalada pela sedição de 31 de Janeiro, diverge entre o desejo de contestação e o apelo ao republicanismo, como em Guerra Junqueiro ou Fialho de Almeida, e o estado finissecular de pessimismo e decadência, exemplificado no pensamento de Oliveira Martins.

Bibliografia

CATROGA, Fernando. 1977. “Os inícios do positivismo em Portugal. O seu significado político-social”. Separata da Revista da História das Ideias, I. Coimbra, 287-394.
FRANÇA, José-Augusto. 1993. O Romantismo em Portugal – Estudo de factos socioculturais. 2ª ed.. Lisboa, Livros Horizonte.
PIRES, António Machado. 1980. A ideia de decadência na Geração de 70. Ponta Delgada, Instituto Universitário dos Açores.
MACHADO, Álvaro Manuel. 1981. A Geração de 70 – uma revolução cultural e literária, 2ª. ed. (1ª ed. 1977). Lisboa, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa.
SERRÃO, Joel. 1959 e 1978. Temas oitocentistas, I e II. Lisboa, Livros Horizonte.
SERRÃO, Joel, 1990. Da “Regeneração” à República. Lisboa, Livros Horizonte.

Método de ensino

Aulas teóricas e/ou práticas, em função da matéria abordada.

Método de avaliação

- Um teste escrito de frequência (40-50%);
- Uma apresentação oral (30-40%).
- Assiduidade (10-15%).

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