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Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Questões de Antropologia Filosófica

Código

722031032

Unidade Orgânica

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Departamento

Filosofia

Créditos

10.0

Professor responsável

Mário Jorge Carvalho, Nuno Carlos Venturinha (IFL)

Horas semanais

4

Língua de ensino

Português

Objectivos

Programa do Prof. Mário Jorge de Carvalho
a)Formação avançada na área disciplinar da Antropologia Filosófica, com
elevado nível de conhecimento dos seus problemas fundamentais, da sua
história, dos seus debates doutrinais e metodológicos, bem como da sua
articulação com outras áreas disciplinares;
b)Conhecimento aprofundado de textos fundamentais no âmbito disciplinar da Antropologia Filosófica, com domínio da tradição interpretativa e do estado actual da investigação a seu respeito;
c)Elevada capacidade de reflexão e análise crítica de problemas no âmbito da Antropologia Filosófica;
d)Realização de investigação supervisionada no âmbito disciplinar da Antropologia Filosófica, que responda a elevados padrões de rigor e exigência;
e)Aquisição de competências para a o desenvolvimento de investigação autónoma no âmbito disciplinar da Antropologia Filosófica.

Programa Prof. Nuno Carlos Venturinha
1. Reconhecer a tendencial adesão entre ordo de facto e ordo de jure no pensamento de Wittgenstein.
2. Circunscrever os conceitos-chave do método morfológico goethiano.
3. Avaliar as afinidades entre o método morfológico goethiano e o ponto de vista etnológico de Wittgenstein.

Pré-requisitos

Não aplicável.

Conteúdo

Programa do Prof. Mário Jorge de Carvalho. Leituras da Fenomenologia do Espírito de Hegel: Auto-consciência e Razão. Pretende-se explorar o labirinto de perspectivas, problemas e possibilidades de leitura que encontramos na Fenomenologia do Espírito de Hegel. Concentrar-se-á nos capítulos IV-V e tem dois objectivos. Por um lado, trata-se de analisar a especificidade daquilo que está em causa na Fenomenologia, o seu projecto, as modificações de perspectiva que supõe ou se destina a produzir. Por outro lado, está também em causa seguir o próprio itinerário da Fenomenologia, as contraposições e desenvolvimentos fundamentais que o articulam, a natureza e estatuto das suas diversas etapas, o complexo jogo de confinamento e desconfinamento que desenha, , etc. Estas análises não pretendem esquadrinhar todos os meandros da Fenomenologia, mas apenas fixar as principais encruzilhadas com que se é confrontado na sua leitura. E tudo isto de tal modo que também se procura esclarecer tanto o sentido, a possibilidade e a relevância de uma “ciência da experiência da consciência” (e da tentativa hegeliana de constituição de tal ciência) quanto a questão de saber até que ponto semelhante empreendimento é ou não algo de incontornável no âmbito da Antropologia Filosófica.

Programa Prof. Nuno C. Venturinha. A Ideia de uma História Natural do Homem
O pensamento de Wittgenstein oferece desde a altura da preparação do Tractatus importante material para uma reflexão sobre questões antropológicas. Este seminário partirá de um conceito goethiano usado por Wittgenstein numa carta de 1912, o de “preocupação” (Sorge). Procuraremos acompanhar num primeiro momento a identificação tractariana entre “eu filosófico” e “sujeito metafísico” na sua relação com o ponto de vista solipsista. Num segundo momento, incidiremos a atenção nas considerações antropológicas e etnológicas de Wittgenstein dos anos 30, especialmente nos seus apontamentos sobre O Ramo Dourado de Frazer. Conceitos como os de “descrição”, “explicação” e “interpretação” serão examinados e a noção de “apresentação sinóptica” (übersichtliche Darstellung), introduzida nas notas sobre Frazer em conexão com o pensamento morfológico de Goethe, permitir-nos-á aceder à concepção wittgensteiniana de uma “história natural do homem”. Isto é algo que também encontramos em Novalis e que envolve aceitar a vida humana como ela é. Não deixará de se considerar a extraordinária dificuldade de tal reconhecimento filosófico.

Bibliografia

Prof. Mario J. Carvalho
HEGEL, G. W. F., Gesammelte Werke, in Verbindung mit der Deutschen Forschungsgemeinschaft hrsg. von der Rheinisch-Westfälischen Akademie der Wissenschaften, Hamburg, Meiner, 1968; HEGEL, G. W. F., Werke in zwanzig Bänden, Frankfurt a. M., Suhrkamp, 1969, suc. reed. ; HEGEL, G. W. F., Phenomenology of Spirit, trad. A. V. Miller, Oxford, Oxford University Press, 1977. HEGEL, G. W. F., Phénoménologie de l´esprit, trad. J. Hyppolite, Paris, Aubier, 1939-1941 ; Paris, Gallimard, 199 ; Paris, Vrin, 2006. HEGEL, G. W. F., Fenomenología del Espíritu, Valencia, Pre-Textos, 2006.
Prof. Nuno C. Venturinha
VENTURINHA, N., Lógica, Ética, Gramática. Wittgenstein e o Método da Filosofia, Lisboa, IN-CM, 2010. WAISMANN, F., e WITTGENSTEIN, L., “Unsere Methode / Our Method”, in The Voices of Wittgenstein. The Vienna Circle, ed. de G. Baker, Londres, Routledge, 2003, pp. 276-311. WITTGENSTEIN, L., Tractatus Logico-Philosophicus, ed. bilingue, Londres, Routledge, ed. rev., 1933; Tratado Lógico-Filosófico, Lisboa, FCG, 1987.
WITTGENSTEIN, L., “Bemerkungen über Frazers Golden Bough / Remarks on Frazer’s Golden Bough”, ed. de R. Rhees, in Ludwig Wittgenstein. Philosophical Occasions 1912-1951, ed. de J. C. Klagge e A. Nordmann, Indianapolis, Hackett, 1993, pp. 115-155; Observações sobre “O Ramo Dourado” de Frazer, coor. de B. Monteiro, Porto, Deriva, 2011.

Método de ensino

Regime de Seminário. Leitura, interpretação e comentário de textos. Análise e discussão de teses e de problemas. Apresentação e discussão de leituras de obras e de trabalhos.


Método de avaliação

Elaboração de um trabalho escrito, entre 10 a 15 páginas, a partir dos problemas em elucidação durante as sessões do Seminário. Discussão individual do mesmo trabalho. Participação durante o curso: apresentação de textos e de obras, escolhidos pelo estudante no âmbito do Programa, intervenções orais.

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