
O Império Português: Centros e Periferias (Séculos XV-XVIII)
Código
722051289
Unidade Orgânica
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Departamento
História
Créditos
10.0
Professor responsável
Susana Münch Miranda
Horas semanais
4
Língua de ensino
Português
Objectivos
a) Compreender as sucessivas configurações do Império português, bem como a interacção das diferentes instâncias de poder que o estruturaram, entre os séculos XV e XVIII;
b) Identificar os diversos estatutos jurídico-políticos dos territórios que integraram o Império Português durante o período em análise;
c) Reconhecer a existência de diferentes modelos de organização político-administrativa no contexto do Império Português;
d) Conhecer a bibliografia especializada e as problemáticas historiográficas mais relevantes no âmbito do período e das temáticas abordadas;
e) Aplicar os conhecimentos de forma crítica e saber apresentar, quer por escrito quer oralmente, os resultados de uma investigação baseada em fontes primárias.
Pré-requisitos
Não se aplica
Conteúdo
I. Um império heterogéneo: títulos de aquisição territorial e estatuto jurídico das populações.
II. Os prolongamentos administrativos do Império: fortalezas; feitorias, almoxarifados, alfândegas; municípios.
III. A arquitectura dos governos centrais. As capitais do Império: Goa e Salvador.
IV. A comunicação centro/periferia. Instrumentos de fiscalização.
V. O centro coordenador. A coroa e os órgãos de decisão política. A gestão dos negócios ultramarinos.
VI. Os Poderes Informais.
Bibliografia
Bethencourt, Francisco e CURTO, Diogo Ramada (co-editor), The Portuguese Oceanic Expansion, 1400-1800, Cambridge: Cambridge University Press, 2007.
Hespanha, António Manuel, «A Constituição do Império Português. Revisão de alguns enviesamentos correntes» in João Fragoso, Maria Fernanda Bicalho e Maria de Fátima Gouvêa (eds.), O Antigo Regime nos Trópicos. A dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII), Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2001, pp. 163-188.
Miranda, Susana Münch, «Centre and periphery in the administration of the royal exchequer of Estado da India (1517-1640)», e-Journal of Portuguese History, Volume 7, number 2, Winter 2009.
Saldanha, António Vasconcelos de, As capitanias do Brasil. Antecedentes, desenvolvimento e extinção de um fenómeno atlântico, Lisboa, CNCDP, 2001.
SANTOS, Catarina Madeira, “Goa é a chave de toda a Índia”. Perfil político da capital do Estado da Índia (1505-1570), Lisboa, CNCDP, 1999.
Método de ensino
As aulas terão um carácter teórico-prático. Para além de exposições teóricas, a participação oral dos alunos será promovida no contexto da reflexão conjunto em sala de aula sobre alguns temas, bem como da exploração e comentário de textos ou de fontes primárias.
Método de avaliação
A avaliação contempla duas provas escritas: um trabalho individual a incidir sobre fontes primárias (12-15 páginas e com a ponderação de 60% da nota final) e uma ficha de leitura (20% da nota final). O desempenho oral dos alunos será também alvo de avaliação (20%).