
Artes dos Jardins
Código
722061076
Unidade Orgânica
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Departamento
Formação ao Longo da Vida
Créditos
10.0
Horas semanais
4
Língua de ensino
Português
Objectivos
a) Estudo dos diferentes elementos que compõem um jardim e paisagem como a arquitectura, a escultura, a pintura (frescos e azulejos) e os efeitos estéticos previstos obter com o uso da água e estruturas de arte efémera concebidas para ocasiões específicas.
b) Conhecer o vocabulário adequado para descrever morfologicamente todos os elementos.
c) Saber ler iconograficamente as temáticas mais adequadas ao contexto dos jardins e descodificar o programa, quando este existe.
d) Saber integrar o estudo de um elemento constituinte do jardim na paisagem como um todo.
Objectivos (inglês) (max.2500 caracteres)
Pré-requisitos
Não tem
Conteúdo
I – A evolução do conceito de jardim e os seus variados elementos
As fichas de inventário dos jardins históricos e dos seus elementos
II – A matéria vegetal
O vocabulário
Os diferentes tipos de parterres, desde o heráldico ao de broderie
A arte da topiária no buxo e nas cameleiras
III – O uso estético da água
Sistemas hidráulicos desde a construção do aqueduto à cascata
A água parada e o efeito de espelho de água
A água em movimento e os jogos de água
IV – A arquitectura de jardim
4.1. Desde os pavilhões às pontes, desde os templos às capelas
4.2. A função da arquitectura nos jardins e a sua distribuição na paisagem
V – A escultura de jardim
A especificidade da escultura de jardim
A história da escultura de jardim
As várias tipologias da escultura de jardim
VI – O azulejo no jardim
A importância do azulejo no jardim português
Os valores plásticos que o azulejo oferece ao jardim
VII – A iconografia/iconologia num jardim
O princípio do decorum e os temas iconográficos mais adequados a um jardim
A existência ou não de um programa veiculado pelas artes figurativas
As temáticas recorrentes na escultura e no azulejo de jardim: os deuses pagãos e episódios das suas vidas; as personificações dos Rios e das Quatro Estações e as alegorias.
VIII – A arte do embrechado
A técnica do embrechado
Principais utilizações e efeitos estéticos do embrechado.
Bibliografia
DAVIS, John Patrick Stuart, Antique Garden Ornament. 300 years of creativity: Artists, manufacturers & materials, Woodbridge: Antique Collectors’ Club, 1991.
BÉNETIÈRE, Marie-Hélène e CHATENET, Monique e MOSSER, Monique, e BLONDEL, Nicole e GUEISSAZ, Catherine, Jardin: vocabulaire typologique et technique - Principes d’analyse scentifique, [Inventaire general des monuments et des richesses artistiques de la France], Paris: Ed. Du patrimoine, 2000
MOSSER, Monique e BRUNON, Hervé, e RABREAU, Daniel, Les éléments et les métamorphoses de la nature. Imaginaire et symbolique des arts dans la culture européenne du XVIe au XVIIIe siècle, Paris: William Blake & Co / Art & Arts, 2004.
PLUMPTRE, George, Garden Ornament: five hundred years of history and practice, London: Thames and Hudson, 1998.
RODRIGUES, Ana Duarte, A Escultura de Jardim nas quintas e palácios dos séculos XVII e XVIII em Portugal, Textos Universitários das Ciências Sociais, Lisboa: Fundação para a Ciência e Tecnologia e Fundação Calouste Gulbenkian, 2011.
Método de ensino
Nas aulas teóricas após breve exposição sobre a matéria recorrendo a um considerável banco de imagens, analisar-se-ão textos da bibliografia ou fontes primárias com vista à discussão na aula.
O curso tem uma forte componente de estudo de casos in loco e contacto com projectos de restauro em curso, ocupando as aulas práticas cerca de 25% do tempo.
Método de avaliação
A avaliação terá em conta a participação nas aulas; a realização de três fichas de inventário (30%); e um trabalho final de investigação (70%).