Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Cultura Portuguesa dos Séculos XVII e XVIII - 1. semestre

Código

711091122

Unidade Orgânica

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Departamento

Estudos Portugueses

Créditos

6

Professor responsável

Helena Barbas

Horas semanais

4

Língua de ensino

Português com apoio tutorial em LE

Objectivos

«Do mundo geocêntrico ao universo infinito» - Nesta disciplina busca-se acompanhar a construção da chamada ‘crise da consciência europeia’ dos séculos XVII e XVIII, os modos como se manifesta nos diversos campos do humano – na(s) cultura(s) – e como se apresenta especificamente em Portugal. Partindo do Renascimento como momento de ruptura de um paradigma – o do mundo geocêntrico – serão inventariadas as consequências desta mudança nos diversos tempos e espaços.

a) Aprender a enquadrar a problemática da cultura portuguesa no complexo contexto global dos séculos XVII e XVIII
b) Saber perspectivar as produções portuguesas produzidas nos séculos XVII e XVIII à luz do pensamento europeu
c) Saber elaborar uma monografia orientada sobre esta área científica dos Estudos Portugueses e Comparados
d) Promover a capacidade de investigação autónoma no campo das Ciências Humanas

Pré-requisitos

n/a

Conteúdo

«Do mundo geocêntrico ao universo infinito»
1. Definição de conceitos operatórios: cultura(s) face a ‘natureza’, ‘civilização’, ‘história’ e ‘ciência’. A emergência do sujeito moderno.
2. Da cultura portuguesa. Identidade nacional e história. Mitos e realidades.
2.1. O marco dos Descobrimentos. Arranque da cultura científica moderna e sua estagnação subsequente em Portugal. O papel das Inquisições e Real Mesa Censória.
2.2. Exaltação e queda do Império e seus mitos.
3. Do racionalismo de Descartes ao iluminismo de Kant. Enquadramentos.
3.1. A guerra civil inglesa; revolução e independência americanas; a revolução francesa.
3.2. O Terramoto de 1755. O processo dos Távoras. A expulsão dos Jesuítas.
4. O Iluminismo em Portugal
4.1. A dinastia de Bragança do ‘ancien régime’ ao despotismo esclarecido.
4.2. Contribuições dos estrangeirados.
4.3. O Marquês de Pombal e a secularização da sociedade.
4.4. Das luzes das Arcádias às Academias científicas.

Bibliografia


Descartes, René. 1990. O Discurso Do Método. Lisboa: Edições 70
Kant, I. s/d. Resposta à pergunta: “O que é o Iluminismo?” (1784). Trad. Artur Morão; http://www.lusosofia.net/textos/kant_o_iluminismo_1784.pdf
Koyré, Alexandre, 2006. Do Mundo fechado ao Universo infinito. Trad. D. M. Garschagen. Rio de Janeiro: Forense Universitária.
Kuhn, Thomas S., 1962. A Estrutura da Revoluções Científicas. Trad. VV.AA. S. Paulo: Editora Perspectiva
Marocci, Giuseppe. 2011. “A fundação da Inquisição em Portugal: um novo olhar”, Revista Lusitana Sacra, 23 (Janeiro-Junho) pp. 17-40
Silva Dias, José Sebastião, 2006. Portugal e a cultura europeia (séculos XVI a XVIII). Porto: Campo das Letras
Van den Besselaar, José. 1987. O Sebastianismo – História Sumária. Lisboa: ICLP-Biblioteca Breve
Verney, Luís António, 1949. Verdadeiro Método de Estudar. Lisboa: Sá da Costa
Voltaire, 1989. Cândido ou o optimismo. Trad. Mª. Isabel Gonçalves Tomás. Mem-Martins: Europa América

Método de ensino

Aulas expositivas com recurso a meios audio-visuais (60%), aulas práticas de discussão e análise de textos orais e escritos, apresentação e discussão de trabalhos individuais (40%)
Ensino presencial

Método de avaliação

A avaliação será constituída por uma recensão crítica/comentário a um dos textos teóricos da bibliografia de apoio (20%); um trabalho de fundo/Monografia orientada sobre tema a ser proposto (c. 2.000 palavras 60%); apresentação oral da monografia e intervenções nas aulas (20%). Havendo exame, este fará média (50%) com a nota dos trabalhos agendados (50%) para a classificação final.

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