Investigadora do ITQB lidera ranking de publicações internacionais
Hermínia de Lencastre é a cientista que mais publicou sobre resistência de bactérias a antibióticos
Uma análise realizada em Março pela ScienceWatch revelou que a Professora Hermínia de Lencastre, investigadora do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), da Universidade Nova de Lisboa (UNL), é a cientista com mais artigos sobre a resistência de Staphylococcus aureus aos antibióticos, nos últimos 10 anos. Com 71 publicações científicas em Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus (MRSA), Hermínia de Lencastre lidera o ranking das publicações científicas neste tópico, entre 18 673 autores internacionais. Mais: os artigos da responsável pelo Laboratório de Genética Molecular, do ITQB, foram nomeados 1887 vezes noutras publicações, o que coloca a Professora Hermínia de Lencastre no quarto lugar dos autores mais citados nesta área científica.
O estudo da ScienceWatch – uma secção da Thomson Scientific, a empresa que gere a Web of Science, a maior base de dados online de artigos científicos – mostra igualmente que a UNL é a terceira instituição mundial em número de publicações sobre MRSA (à frente das universidades de Zurique e Harvard, por exemplo) e a nona em número de citações.
Da lista de especialistas em MRSA com maior produção bibliográfica, consta ainda (3º lugar) um outro investigador do Laboratório de Genética Molecular – Alexander Tomasz, Professor Catedrático Convidado do ITQB.
As estirpes de S. aureus (estafilococos dourado) resistentes à meticilina – e a outros antibióticos, chamados beta-lactâmicos – são hoje a principal causa de infecções hospitalares e representam um problema sério de saúde pública. Um dos principais objectivos do Laboratório de Genética Molecular é estudar o mecanismo MRSA dependente da presença do gene mecA – o elemento central deste tipo de resistência.
O ranking da ScienceWatch (sciencewatch.com) foi construído a partir de 6 095 artigos, publicados em 914 revistas científicas – entre 1997 e 31 de Outubro de 2007 –, envolvendo 109 países e 4 580 instituições.




