Primeiro medicamento português por biotecnologia

A Genibet, empresa portuguesa com investigadores pertencentes ao ITQB/IBET, produziu uma vacina contra a febre tifóide, destinada a milhões de crianças na Índia. Já está em ensaios clínicos.

A Genibet, uma empresa portuguesa instalada em pouco mais de 400 m2, em Oeiras, produziu o primeiro medicamento no país com recurso à biotecnologia: uma vacina contra a febre tifóide, destinada a milhões de crianças na Índia, que já está em ensaios clínicos.

Em meia dúzia de salas insufladas de ar não contaminado, e com o trabalho de dez pessoas, nasceu esta vacina capaz de desacelerar a doença e de reduzir nuns bons milhões de euros o investimento da Índia em cuidados hospitalares. Tem um nome complicado: a ViCRM 197, ou Typhivac, representou um investimento de 500 mil euros comparticipado pelo QREN.

Trata-se de um medicamento propriedade da farmacêutica multinacional suíça, Novartis, produzido em Portugal "dentro dos mais elevados padrões europeus e mundiais de confiança, credibilidade e exigência", garante o CEO da Genibet, António Duarte. Para perceber melhor como tudo isso foi alcançado, a reportagem do Diário Económico entrou na zona reservada da "fábrica" em Oeiras. Calçámos os sapatinhos plásticos azuis que asseguram a pureza científica deste piso com duas áreas essenciais: bioreacção e purificação. E com muitas outras especificidades: corredores limpo e sujo, que nunca se cruzam, e "air-locks" - ou câmaras pressurizadas que impedem a contaminação do ar no interior- na entrada de todas as salas da "fábrica".

in Dário Económico | 30-04-2010

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