
ENSP divulga Estudo sobre Obesidade Infantil em Portugal
Foram oficialmente divulgados os resultados do primeiro estudo nacional de prevalência de obesidade infanto-juvenil em Portugal e a sua associação com os hábitos alimentares, a actividade física e os comportamentos sedentários, no âmbito das provas públicas do doutoramento em Saúde Pública da especialidade em Promoção da Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (ENSP/UNL), apresentados por Joana Sousa (dietista).
A obesidade é definida como um síndrome mundial que afecta países desenvolvidos e em desenvolvimento, sendo considerada pela Organização Mundial da Saúde como a pandemia do século XXI. No que se refere à obesidade em idade pediátrica, este flagelo é já considerado por vários autores como o distúrbio nutricional mais frequente em crianças e adolescentes.
Como resultados do estudo verificou-se que a prevalência de pré-obesidade infanto-juvenil em Portugal é de 22,6% e a prevalência de obesidade de 7,8%, pelo que 30,4% dos adolescentes em Portugal apresentam excesso de peso. Quer a obesidade quer a pré-obesidade apresentam indicadores superiores nos rapazes e nos adolescentes mais jovens. Fizeram parte do estudo 5708 adolescentes escolarizados de Portugal Continental.
Depois de feito o retrato nacional, até à data desconhecido a não ser em trabalhos de âmbito mais restrito, torna-se assim emergente tomadas de medidas interventivas a este nível. Os adolescentes, que são a próxima geração de adultos, quando são obesos têm maior probabilidade de sofrer de doenças, como a diabetes tipo 2 ou a hipertensão, aumentando, assim, a sua morbilidade e mortalidade precoces, com um impacto económico negativo para a sociedade e uma degradação da sua qualidade de vida.
A ENSP/UNL tem investido nesta área de saúde pública através dos seus cursos de formação e projectos de investigação.
Actualmente tem em curso um projecto no âmbito da parceria Harvard-Portugal, financiado pela FCT, sobre a prevenção da obesidade infantil. Tem ainda, juntamente com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, colaboração com algumas autarquias para a análise de políticas municipais com efectividade na redução deste problema.




