
FCM associa-se ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio
O dia 10 de Setembro é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP).
O suicídio é responsável todos os anos por mais de mil mortes em Portugal – uma morte de 8 em 8 horas – e mais de 50.000 mortes na Europa. Em todo o Mundo, por dia morrem 3.000 pessoas por suicídio. Por cada suicídio estima-se que mais 20 pessoas façam uma tentativa de suicídio.
E todavia, o suicídio é uma das principais causas evitáveis de mortes prematuras.
Promove-se nesta data um compromisso mundial para serem desenvolvidas medidas para prevenir o suicídio.
As tentativas de suicídio e o suicídio são quase sempre provocados por depressão ou outras doenças mentais e ambas têm sérias consequências emocionais, económicas e sociais para as pessoas mais próximas, família e amigos.
O impacto emocional causado pela perda devida ao suicídio pode durar muitos anos, em termos individuais, e pode ter, nas famílias, consequências que se estendem por várias gerações. Portugal, através de um projecto que decorre no concelho da Amadora, está na linha da frente da prevenção do suicídio na Europa.
Este estudo, financiado pelo 7º Programa-Quadro de Investigação da Comissão Europeia, decorre em simultâneo em regiões da Alemanha, Hungria e Irlanda.
O estudo chama-se OSPI-Europe – Optimização de Programas de Prevenção do Suicídio e sua Implementação na Europa (http://www.ospi-europe.net), é um projecto da Aliança Europeia Contra a Depressão (EAAD, http://www.eaad.eu), e em Portugal é coordenado por uma equipa do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.
O racional é diminuir a depressão para diminuir o suicídio. O plano de intervenção na Amadora combina cinco eixos: 1) a cooperação com os cuidados de saúde primários e formação avançada dos profissionais de saúde; 2) uma campanha pública de disseminação de informação envolvendo cartazes de rua, posters e panfletos, e eventos públicos; 3) a formação de profissionais da comunidade como professores, policias, padres, ajudantes de lar, assistentes sociais, e outros; 4) respostas específicas dirigidas aos pacientes e seus familiares, nomeadamente grupos de auto-ajuda; 5) e restrição no acesso a meios letais.
Na Amadora, para a prossecução destas acções, foi construída uma parceria entre a Câmara Municipal, o Agrupamento de Centros de Saúde, o Hospital Fernando da Fonseca, a Linha Voz de Apoio (telefone 225 50 60 70 e mail sos.vozdeapoio@sapo.pt) e a Faculdade de Ciências Médicas, e com o apoio da Coordenação Nacional de Saúde Mental, ARS Lisboa e Vale do Tejo, a Linha de Saúde 24, a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, a IMS Health, a Euroexpansão, e a Apple.
O objectivo principal é o de fornecer aos membros da União Europeia um modelo baseado na evidência científica para diminuir o numero de suicídios e tentativas de suicídio, providenciando dados essenciais para a implementação dos programas de prevenção do suicídio, em todas as regiões da Europa, e também em Portugal, tal como previsto no Plano Nacional de Saúde Mental.
Neste ano de 2010, juntamo-nos à Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e lançamos este desafio. Todos os interessados em mostrar o seu apoio deverão acender, no dia 10 de Setembro, uma vela junto à janela, a partir das 20 horas. A iniciativa tem a designação de "Acenda uma Vela no Dia Mundial da Prevenção do Suicídio às 20 horas".
Para mais esclarecimentos, contactar susana.costa@fcm.unl.pt




